Novo jogo será lançado de graça
Em 1999, era lançado no mercado pela Refraction Games o jogo Codename Eagle, um título de guerra para Windows 95/98 que tinha como pano de fundo uma realidade hipotética e inovava com a sua jogabilidade com a perspectiva de tiro em primeira pessoa juntamente com o controle de veículos de batalha. Mais tarde a Refraction Games foi comprada pela Digital Illusions e aquele desconhecido jogo saído no final dos anos 90 servia então de base para uma das séries de jogos online mais divertidas que eu já tive a oportunidade de jogar: Battlefield.
O controle de veículos, as diferentes funções de cada integrante para formar uma equipe (no mais clássico estilo Team Fortress) deram mais fôlego aos combates online que já vinham perdendo a graça pra mim pelas consecutivas horas e horas de jogo do já manjado Counter Strike. Pegar veículos de galera e ir pro tiro cruzado era animal! Tá, eu não era o melhor e sempre morria primeiro, mas me divertia.
Do primeiro game de 2002 pra cá, a equipe desenvolvedora ousou consideravelmente no seu enfoque nos combates quando chegou com o futurístico Battlefield 2142, de certo já prevendo um possível cansaço da franquia com os combates online que tinham "parado no tempo".
No presente ano de 2008 a série vem com mais dois títulos para tentar brigar por um lugar ao sol no saturado mercado de games de tiro em primeira pessoa: Battlefield: Bad Company (PS3, Xbox 360) e Battlefield Heroes, este segundo com uma abordagem da guerra, no mínimo, curiosa.
Esqueça os outros jogos da série que vinham com gráficos preocupados com a reprodução fiel de como seria uma guerra de verdade e propunham mostrar a realidade de um cenário de conflito armado. Battlefield Heroes dá um visual cartunesco aos combatentes, será distribuido de graça (!) (com algumas propagandas) e vai permitir pequenas transações comerciais entre os seus jogadores. O objetivo é simples: democratizar ainda mais o jogo, atraindo mais novatos para um sistema que não seja tão enfocado na habilidade de batalha de seus participantes. Deixar tudo mais bonitinho pra que todo mundo tenha curiosidade de conhecer o sistema, jogar e até gostar.
Os itens pagos não vão dar um upgrade no seu carinha, só vão deixar ele mais tchubiruba. Tipo, um chapéu que você tenha comprado só pra deixar ele mais apresentável. Num jogo de guerra isso é uma puta de uma idiotice, mas isso não se aplica ao BH justamente por ele não explorar SÓ a guerra. Essa experiência de jogos que apresentam propagandas e características de comércio entre os seus participantes já se revelou um negóção (!) para as produtoras em partes da Coréia e da Ásia. Cada vez mais essa visão de jogos como forma de interação social cresce, fazendo surgir uma nova área de exploração para produtoras que desejam diversificar e não só fazer o melhor gráfico ou a melhor jogabilidade de um jogo qualquer.
Battlefield Heroes estará disponível no verão americano de 2008 e eu quero. De graça, até ônibus errado. Site oficial.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário